7 de agosto de 2010

Ela acreditava em anjos.

"Ela acreditava, sim acreditava.
Ela doce e inocente, corrompida pelo tempo inimigo da infância.
Ela acreditava em anjos que salvam e libertam, que adoram-na toda a vida.
Ela acreditava no poder; poder concebido as pessoas, o poder para o bem.
Ela acreditava poder um dia amar.
Porém como amar sem acreditar no amor?
Ela acreditava em si.
Ela acreditava na esperança, nos sonhos e na influência de um ser.
Ela era ela. Não fora influenciada por nada nem ninguém.
Ela um dia amou, mesmo sem acreditar.
Ela perdoou, esqueceu, se fortaleceu. Ela cresceu.
A menina que acreditava em anjos, aqueles que podem voar.
A menina que era incrédula quanto ao amor e ainda assim conseguia amar.
Aquela menina, hoje é mais que uma simples menina.
Aquela que antes só acreditava, agora tem sempre certeza do que é real.
Ela é nova, pequena, experiente, aprendiz, amadora e feliz.
Ela, aquela menina que acreditava em anjos."
Juliana Andrade.

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